Organizações sindicais e populares de Cáceres, foram
às ruas de Cáceres na tarde desta quinta
feira (20/08) em atendimento a pauta nacional por Mais Direitos. Mais Liberdade
e Mais Democracia.
O ato foi em defesa dos direitos sociais, da
liberdade e da democracia, contra a ofensiva da direita e por saídas populares
para a crise. Repudiando a ameaça de golpe orquestrada por setores
conservadores da sociedade, ao mesmo tempo em que questionaram a atual política
econômica, exigindo sua mudança. Apontaram um caminho alternativo, o de defesa
da democracia e do mandato vitorioso nas eleições de outubro.
Juntos, ADUNEMAT, SINTESMAT, MST, SINTEP, CENTRO DE
DIREITOS HUMANOS DOM MÁXIMO BIÈNES, SINASEFE – Seção Sindical/Cáceres - IFMT,
CA HISTÓRIA (UNEMAT), CA DIREITO (UNEMAT) elaboraram um MANIFESTO que expõe a
seguinte pauta:
1 - NENHUM
DIREITO A MENOS! NÃO AO PLANO RENAN-LEVY!
2 - A CORRUPÇÃO SE
COMBATE COM REFORMA POLÍTICA, POR UMA CONSTITUINTE EXCLUSIVA
3 - QUE OS BANQUEIROS,
O AGRONEGÓCIO E OS RICOS PAGUEM PELA CRISE!
SEGUE O MANIFESTO NA ÍNTEGRA
NENHUM DIREITO A
MENOS! NÃO AO PLANO RENAN-LEVY!
O projeto que defendemos tem conteúdo diferente e é oposto àquele proposto pela agenda política e econômica de Renan Calheiros e Joaquim Levy. Quando defendemos a democracia, estamos falando de nenhum direito a menos!Por isso, fomos contra a retirada de direitos contida nas medidas de ajuste fiscal (MPS 664 e 665), assim como repudiamos a proposta de precarização das relações de trabalho embutida no PLC 30/15, em andamento no Senado, que permite a terceirização da atividade fim da empresa.
Quando defendemos a
democracia, estamos falando de cidadania como uma fronteira de direitos civis,
políticos e sociais em contínua expansão, por isso reivindicamos o direito de
greve e de negociação coletiva para os servidores públicos. Pelo mesmo motivo,
não aceitamos retrocessos, como a diminuição da maioridade penal, a diminuição
da idade para ingresso no mercado de trabalho e a criminalização dos movimentos
sociais (lei antiterrorismo); e nos indignamos quando os direitos humanos são
violentados, como tem acontecido com o extermínio de jovens negros das
periferias e favelas de nossas cidades.
Quando defendemos a democracia, falamos de liberdade de expressão e de igualdade de oportunidades, por isso somos contra o desmedido poder decorrente do monopólio dos meios de comunicação por um número reduzido de empresas e exigimos sua democratização.
Quando defendemos a democracia, falamos de liberdade de expressão e de igualdade de oportunidades, por isso somos contra o desmedido poder decorrente do monopólio dos meios de comunicação por um número reduzido de empresas e exigimos sua democratização.
A CORRUPÇÃO SE COMBATE
COM REFORMA POLÍTICA, POR UMA CONSTITUINTE EXCLUSIVA
Ocupamos as ruas para
lutar contra a corrupção e exigir uma verdadeira reforma política, realizada
por uma Constituinte exclusiva e soberana, que comece acabando com o
financiamento de campanhas e partidos por empresas. Faremos da mobilização o
caminho para as reformas que o país precisa - tributária, urbana, agrária,
educacional, democratização dos meios de comunicação - para consolidar a
democracia e ampliar a participação popular.
QUE OS BANQUEIROS, O
AGRONEGÓCIO E OS RICOS PAGUEM PELA CRISE!
A nossa agenda econômica também é outra. Somos contra a atual política econômica que conduz de forma errática o país à recessão. Não somos contrários ao equilíbrio das contas públicas, mas não aceitamos que a política de ajuste fiscal seja feita às custas dos setores mais pobres da população visando gerar superávit primário para reembolsar banqueiros e especuladores. Ao invés de atacar direitos trabalhistas, cortar investimentos sociais e aumentar a taxa de juros, o equilíbrio das contas públicas deve ser feito com base numa auditoria da dívida pública e ter como instrumentos a taxação das grandes fortunas, de dividendos e de remessas de lucros das empresas.
No lugar da atual política econômica recessiva, propomos outra política, que assegure a retomada do crescimento com base no investimento, no fortalecimento da indústria e da agricultura familiar, na Reforma Agrária, na ampliação do emprego e na redistribuição de renda;na defesa intransigente da Petrobras, do Pré-Sal, do regime de partilha e do conteúdo nacional; na valorização dos aposentados com uma previdência pública, universal e sem progressividade; na defesa dos serviços públicos de qualidade, no combate à desigualdade e na inclusão social.
A nossa agenda econômica também é outra. Somos contra a atual política econômica que conduz de forma errática o país à recessão. Não somos contrários ao equilíbrio das contas públicas, mas não aceitamos que a política de ajuste fiscal seja feita às custas dos setores mais pobres da população visando gerar superávit primário para reembolsar banqueiros e especuladores. Ao invés de atacar direitos trabalhistas, cortar investimentos sociais e aumentar a taxa de juros, o equilíbrio das contas públicas deve ser feito com base numa auditoria da dívida pública e ter como instrumentos a taxação das grandes fortunas, de dividendos e de remessas de lucros das empresas.
No lugar da atual política econômica recessiva, propomos outra política, que assegure a retomada do crescimento com base no investimento, no fortalecimento da indústria e da agricultura familiar, na Reforma Agrária, na ampliação do emprego e na redistribuição de renda;na defesa intransigente da Petrobras, do Pré-Sal, do regime de partilha e do conteúdo nacional; na valorização dos aposentados com uma previdência pública, universal e sem progressividade; na defesa dos serviços públicos de qualidade, no combate à desigualdade e na inclusão social.



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